Este blog foi criado pela universitária Raile Cabral estudante do curso de Letras da Universidade de Pernambuco - Campus Garanhuns, e tem por finalidade contribuir com a disseminação de informações que combatam o preconceito linguístico, bem como, ajude a entender o fenômeno de variação da língua. Todo conteúdo aqui disponibilizado, poderá servir de uso e apoio ao trabalho de professores de Língua Portuguesa no ensino fundamental. As postagens contidas nesse blog também contribuirão para a divulgação do trabalho e pesquisa desenvolvida pela estudante no corrente ano (2016).

"A questão não é falar certo ou errado, mas saber qual forma de fala utilizar, considerando as características do contexto de comunicação, ou seja, saber adequar o registro às diferentes situações comunicativas.” (PCN 1997, p.26)

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domingo, 26 de junho de 2016

INTERAGINDO COM A LINGUAGEM - ENTREVISTA

Os estudantes do sétimo ano da Escola Plácido Firmino de Oliveira realizaram entrevistas com questionamentos sobre a linguagem, o preconceito linguístico e as diferenças de uso da língua. Foram cinco grupos de estudantes e obtemos os seguintes resultados: 

ENTREVISTADOS 


Paulo Ferreira Valério, 60 anos, católico, residente em Olinda, professor de Língua Portuguesa.

Núbia Quitéria Candido, 35 anos, católica, residente em Bom Conselho, doméstica.

Cheikh, 36 anos, católico, residente em Bom Conselho (Emigrante de Senegau –Africano), vendedor de bijuterias.

Gerson da Silva Alves, 44 anos, católico, residente em Bom Conselho, secretário escolar.

Jorge Eduardo Cardoso Cavalcante, 45 anos, católico, residente em Bom Conselho, professor de Língua Portuguesa.

Quitéria da Conceição Silva, 56 anos, católica, residente em Bom Conselho, agricultora.

domingo, 19 de junho de 2016

Sírio Possenti comenta as gramáticas

Sírio Possenti
De Campinas (SP)
Artigo retirado do blog do site de Stella Bortoni
Vide indicação de sites nesse blog.

Há livros interessantíssimos de divulgação científica. Mesmo não sendo especialista, um leitor pode descobrir aspectos filosóficos de relevo no curso do desenvolvimento da ciência. Uma das lições mais óbvias é que a ciência avança destruindo erros.
Um caso muito curioso é a progressiva demolição do modelo ptolemaico do universo que, para explicar o movimento dos planetas (e outras coisas), precisava de regras complexíssimas. Copernico e Kepler mostraram que um modelo bem mais simples explicava muito mais coisas (depois Newton deu um acabamento especial, com suas conhecidas). Mas, para funcionar - isto é, para ser compreendido - o modelo exigiu uma mudança fundamental de atitude: deixar de acreditar que a Terra está no centro do Universo (e que é plana etc.). Devia-se começar a explicar as coisas de outro ponto de vista, começando de novo, num certo sentido.
Pode-se dizer que ocorrem fenômenos análogos em relação ao estudo das línguas. A meu ver, muita gente não olha para a língua de um lugar errado. O equívoco mais comum diz respeito à natureza da gramática. Muitos acham que as gramáticas são conjuntos de regras que os gramáticos inventaram e que todos devem seguir (por isso se pede que eles simplifiquem as coisas...). Mas ela é uma coisa completamente diferente. Ela não está no começo deste ciclo. Antes das gramáticas vêm os escritores (ou os falantes). Assim, uma gramática informa quais são as regras que os escritores seguiram, e não as que devem seguir. Os gramáticos descobrem as regras analisando dados, que são os textos dos escritores - assim como os astrônomos descobrem regras observando o céu...
Esse exemplo mais típico só vale, é claro, para sociedades em que se escreve. Naquelas em que não se escreve, fazer uma gramática significa observar como os falantes falam e procurar organizar as regras que explicam o que eles fazem quando falam (se todos dizem o boi, a mãe, a casa, o bobo etc. o gramático dirá que o artigo vem antes do nome).
Supor que as regras da língua são inventadas pelas gramáticas e impostas aos escritores e aos falantes seria como imaginar que um astrônomo define a órbita dos astros e que estes são obrigados a segui-la (sob pena de serem reprovados ou considerados errados).
Se entendemos as gramáticas olhando daqui para lá e não de lá para cá (da língua para a gramática e não da gramática para a língua), então podemos pensar que uma língua como a nossa permite construir diferentes gramáticas - da língua escrita e da falada. É que os escritores não seguem sempre as mesmas regras. Não só elas variam em séculos diferentes, mas mesmo em gêneros diferentes na mesma época. Escritores realistas não escrevem como os românticos, os romancistas não escrevem como os poetas, e nenhum deles escreve como os tabeliães e os bioquímicos.
Não só se pode fazer gramáticas da modalidade falada de uma língua, como se pode fazê-las de todas as suas variedades, nas diversas regiões de um país. Mattoso Câmara, por exemplo, descreveu a fonologia do português culto falado informalmente no Rio de seu tempo. Observando os dados, pode-se descobrir (este é um fato tão observável quanto as mudança das fases da lua) que muita gente diz pra mim ler, mas que ninguém diz mim vou ou mim vai.
Descobrindo fatos como este, observado sistematicamente (mim nunca é sujeito em orações iniciais; só em subordinadas, e depois de para), pode-se tentar explicá-lo, assim como os físicos tentam explicar por que a bola é mais rápida a 4000 metros de altitude do que ao nível do mar (aliás, os físicos acham esquisito que os narradores de futebol digam que, quando a bola quica, sua velocidade aumenta, porque, não havendo outro impulso - outra força que impulsione a bola -, a velocidade não pode aumentar. Mas os narradores continuam dizendo a mesma besteira - como dizem outras sobre língua...).
Se entendêssemos que os fatos lingüísticos são simplesmente fatos, e que o papel das gramáticas é explicá-los, não diríamos mais que as pessoas falam errado, ou que falam de qualquer jeito. Melhor: entenderíamos que, quando dizemos que uma pessoa fala errado, operando em dois níveis de avaliação: a) o nível gramatical - que descreve as regras; b) o nível social eou histórico, segundo o qual ter um determinado comportamento lingüístico é certo ou errado. Ficaria claro que este critério é social eou histórico, e não gramatical.
Este critério deixa claro que certas construções que já foram consideradas corretas não o são mais. Por exemplo: pessuir foi a forma antiga do verbo possuir; Camões escreveu o mar que dos feos focas se navega, mas hoje escreveria o mar que é navegado pelas focas feias, porque hoje foca é feminino e não ocorrem mais passivas com de (deixo de comentar o se); hoje a preposição é por.
Uma nota sobre a escrita, para esclarecer outro aspecto: entenderíamos muito melhor o que se faz no mundo da escrita se, em vez de condenar ou aprovar determinadas formas, observássemos o que acontece. Um dos fatos é o seguinte: as editoras (e as redações de jornais) têm seus próprios manuais, que ora são mais ou ora menos parecidos com as gramáticas, mas nunca são iguais. Uma editora precisa tomar cuidados especiais quando faz revisões, porque não é a mesma coisa revisar um livro de história, um de poesia e um romance. Já imaginaram corrigir a sintaxe de Dalton Trevisan (para nem mencionar Guimarães Rosa)?
Pensemos no exemplo do jornal, uma espécie de microcosmo do mundo da escrita: quem redige um editorial se obriga a seguir mais rigorosamente um padrão ideal do que quem escreve fofocas. E quem redige os pequenos anúncios não pode escrever certo. Este deve escrever assim: Cond. Fech Chac nova 3st sl3 ambs churr. Pisc qd tênis, mini-cpo, 1500m²terr, alto, plano R$70mil entr, saldo 36x ac. autoimov. SP ou ABC (é um anúncio real, que copiei de um jornal bem conservador!).
Com um novo olhar, compreenderíamos muito melhor o que é uma língua e como ela funciona numa sociedade. Esqueceríamos, por serem inadequados, critérios exclusivos do tipo pode não pode ou certo errado. Talvez fôssemos mais bem sucedidos até mesmo nos projetos escolares. As ênfases mudariam, os resultados seriam muito mais interessantes.
O leitor imagine agora que ainda achamos que a Terra está no centro do sistema e que as coisas queimam porque liberam flogisto. Pois bem: ainda estamos estudando as línguas com esta cabeça.
PS a) Dizer que a pronúncia muyé existe não é a mesma coisa que dizer que é válida. Mas o que quer dizer exatamente pronúncia válida? Autorizada? Por quem? Em qual contexto? Quem não conhece Cuitelinho, cheio de formas análogas? E não me venham dizer que não é uma letra válida...
b) Um leitor escreveu que não se diz os brasileiros vão votar. Não se diz significa não se diz (uma construção que não ocorre) ou não se deve dizer?
c) Dizer que, em Está cheio de meninos na praia, cheio concorda com no local, como escreveu um leitor, é cometer dois erros: 1) no local não está na oração; 2) no local é um locativo, e, como tal, não recebe concordância...
d) Lula igualou presos comuns a presos políticos. Ficam pegando no pé dele por questiúnculas de concordância, quando o grave são certos raciocínios que o presidente produz, com falhas lamentáveis. No caso, compara o incomparável. Faz uma analogia insuportável. Não sei se ele se dá conta. Se sim, é imperdoável. Se não, é imperdoável.

Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.


Fale com Sírio Possenti: <
 \n > siriopossenti@terra.com.br

sábado, 18 de junho de 2016

Oralidade em foco

Dessa vez a Escola Plácido Firmino de Oliveira através do projeto de pesquisa da estudante Raile Cabral, buscou instigar a reflexão da importância da oralidade em práticas sociais e cotidianas. O resultado foi encantador e a aprendizagem significativa.

Discussão e elaboração de trabalhos 




Apresentação dos trabalhos 



Trabalhos apresentados 



A sociolinguística é encantadora e consegue articular diversos saberes com um único propósito de representar a pluralidade da língua. Por isso, terminamos esse post com poesia, vejamos: 

Pronominais

Dê-me um cigarro 
Diz a gramática 
Do professor e do aluno 
E do mulato sabido 
Mas o bom negro e o bom branco 
Da Nação Brasileira 
Dizem todos os dias
 Deixa disso camarada 
Me dá um cigarro. 
(ANDRADE, 2003, p.167) 

Vício na fala 

Para dizerem milho dizem mio 
Para melhor dizem mió 
Para pior pió 
Para telha dizem teia 
Para telhado dizem teiado 
E vão fazendo telhados.
 (ANDRADE, 2003)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Trabalhando o Português Não Padrão - Poesia de Cordel

Os alunos da Escola Plácido Firmino de Oliveira, estão desenvolvendo um belíssimo trabalho acerca da reflexão linguística. Por meio de uma sequência didática colocada para estímulo e compreensão de alguns aspectos presentes na oralidade, desenvolvemos a produção de lindos cordéis sobre assuntos diversos. Dentre as produções temos:

O Lampião

Fernanda Firmino da Silva Rosendo
Larissa Souza de Oliveira da Silva  


Bem no meio da caatinga
E não falo de calor
Pois entenda esse clima
Seu minino seu dotô

E foi na serra estranha
Num canto do sertão
Nasceu um cangaceiro
E o seu nome era lampião



E esse homem tão bonito
Também tinha sentimento,  
Um dia ele se apaixonou
E pediu em casamento
A tal da Maria Bonita
Que logo o pedido aceitou  

Em uma noite de luar
Bem cansado de fugir
Daquela polícia que jamais
Se cansou de perseguir
O lampião olhou pro o céu
E cantou antes de durmir

Assim adormeceu
Junto da mulher Maria
Os policiais encontrou
Logo cedo no outro dia

Meu Patrão
Carlos Eduardo Carvalho da Silva
Ari Gama Duarte Neto

Meu Patrão
Me dê licença,
Pra meu verso cantar,
Tem horas que é engraçado,
Tem horas que é de lascar

Eu tinha cavalo bom,
Gostava de campear,
Mas o tempo foi passando,
O dinheiro se acabando,
Os amigos se afastando,
E veja só, como é que está.

E hoje estou muito velho e acabado,
Continuo desempregado
Sem saber pra onde vou
O meu amor já me deixou
Só a lembrança ficou

Moro no Alto do Frutuoso,
Vizinho a Serra das Pias,
Estudo na Lagoa de São José,
Vou pra aula todo dia.

Na minha comunidade,
Tem escola, tem festinha.
Tem igreja para nossa população,
Tem Nossa Senhora da Saúde
Para nossa devoção.
Termino com esse convite,
Para professores e colegas,
Fica aqui esse convite,
Para visitar minha terra.

A Escola Plácido Firmino de Oliveira por meio da Professora estagiária de Língua Portuguesa: Raile Cabral, parabeniza os estudantes do sétimo ano pelos trabalhos apresentados acima. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Variação Linguística: quais materiais podem me ajudar a entender?

Jornalismo - Série sobre a língua portuguesa explica a origem dos sotaques


Nós, brasileiros, falamos uma única língua em todo o pais. Mas o português que se fala no sul pode ser bem diferente do que ouvimos no norte do Brasil? O que explica a origem de tantos sotaques, num só território? É o que mostra a repórter Glauciene Lara na terceira reportagem da série sobre a língua portuguesa.


Diferentes e peculiares sotaques brasileiros de cada região do país



Variação Linguística no Brasil - Vidas em Movimento (Funed UEMG Divinópolis)

 

Projeto audiovisual coordenado pelo estudante Marlon Medeiros,  produzido em vídeo pelo citado grupo de estudantes de Letras da ISED/FUNEDI/UEMG em parceria profissional com a Analog Audiovisual no ano de 2013. 


ESPECIAL TV UFBA - Atlas Linguístico do Brasil

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a diversidade linguística faz com que tenhamos diferentes formas de falar, particularidades linguísticas, nas diferentes regiões. O Projeto Atlas Linguístico do Brasil (Projeto ALiB) – empreendimento de grande amplitude e de caráter nacional, teve como objetivo inicial a realização de um atlas geral do Brasil no que diz respeito à língua portuguesa.

Embora envolva diferentes universidades brasileiras, o ALiB teve sua concepção em Salvador, na Universidade Federal da Bahia, e as professoras Suzana Alice Marcelino da Silva Cardoso e Jacyra Andrade Mota ambas do Instituto de Letras da UFBA, estão entre as principais dirigentes do Comitê responsável pelo Atlas Linguístico, que acaba de ser lançado. Conheça mais sobre esse grande projeto e sobre a diversidade linguística brasileira.


Programa Língua Viva - 25/12/2011 - Especial - TV Unesp




A partir do cotidiano de uma família brasileira de classe média, o documentário "Língua Viva" mostra as variações do uso da Língua Portuguesa, principalmente por meio do contato com as novas tecnologias (Internet, celular, redes sociais) e suas influências na oralidade e na escrita. Os temas abordados no dia a dia familiar são aprofundados com depoimentos de especialistas da área da linguística. Entre os assuntos discutidos, destacam-se as variações no uso da língua entre as gerações e nas diversas situações de comunicação, uso de gírias e estrangeirismos e abreviações da escrita, sem esquecer o papel da escola nesse contexto. Assista, divirta-se e aprenda com as experiências da família Souza no "Língua Viva".

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Proposta de Intervenção realizada na Escola Plácido Firmino de Oliveira - 7° ano do ensino Fundamental

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - VARIAÇÃO E PRECONCEITO LINGUÍSTICO


Conteúdo

·        Variações linguísticas
·        Tipos de variação linguística
·        Níveis de variação linguística
·        Dialeto social
·        Oralidade e escrita
·        Preconceito linguístico

Os tipos de variação linguística a serem estudados são:

·        Variação geográfica ou diatópica
·        Variação social ou diastrática
·        Variação estilísticas ou diafásicas

Níveis de variação linguística

·        Nível fonológico
·        Nível morfossintático
·        Nível lexical

Dialeto social

Dialeto culto       Dialeto popular

Objetivos

·        Refletir sobre a variação da língua
·        Aprender como a língua pode variar e conhecer essas variantes.
·   Valorizar as diferenças culturais, sociais e linguísticas a partir de reflexões sobre a funcionalidade da língua.
·      Possibilitar a autonomia de uso da língua através do domínio da língua padrão, reconhecendo a língua padrão como necessária para uso em determinados contextos comunicativos.
·        Entender a importância da oralidade em sala de aula
·        Entender o que é preconceito linguístico e como combatê-lo.

Ano

7° ano

Desenvolvimento
1° Etapa

Assistir ao filme: As narrativas de Javé                                                                
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Trm-CyihYs8> Acesso em 21 de janeiro de 2016. 

Atividade

Pedir para que os alunos apresentem oralmente por meio de seminário, a ideia central do filme.
O objetivo deste trabalho encontra-se no fato do aluno conseguir entender a ideia central do texto/filme, podendo argumentar e expor sua visão e criticidade a respeito da importância das narrativas orais para a formação do patrimônio histórico da cidade (Javé),  por meio de debate em sala de aula. Dessa forma o trabalho acontece  de  uma maneira contextualizada permitindo um trabalho  reflexivo e oral com a turma.

2° Etapa

Assistir a música: Caipira de composição de Joel Marques e interpretada pela dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=bNrYgM4y9zE>. Acesso em: 10 de abril de 2016.
Discutir a existência das diversas culturas que são apresentadas sob a perspectiva da mesma língua, incluindo também a reflexão acerca da linguagem apresentada.

Atividade

Em grupo de até cinco pessoas elaborar uma entrevista com perguntas orientadas pelo professor para entrevistar estrangeiros ou  turistas que estejam de estadia na cidade. 
O objetivo dessa entrevista será o de fazer com que o aluno perceba as diversas variedades linguísticas que o rodeiam e que comece a refletir sobre a língua a partir de sua variedade.

3° Etapa

Possibilitar o encontro da turma com uma grande diversidade de gêneros textuais que permitam a reflexão sobre variação linguística:  (observar alguns exemplos listados abaixo). 
1. Tirinhas de Chico Bento. Ex.: Chico Bento no Shopping. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ntXCiB0Ehfk> Acesso em: 10 de abril de 2016.

2. Os diversos tipos de assaltante.                                                        Disponível em <http://www.itatiaia.com.br/blog/jose-lino-souza-barros/os-tipos-de-assaltantes>. Acesso em 10 de abril de 2016.

3.Textos de Patativa do Assaré. (ASSARÉ, Patativa. Cante lá que eu canto cá: filosofia de um trovador nordestino. 16° ed. Petrópolis: Vozes, 2011).

4. Estudo das letras das músicas de Luiz Gonzaga

4° Etapa

Entender o que é variação linguística e quais os tipos de variação existentes.
Utilizar a cartilha Variação Linguística - Preconceito Linguístico. Disponível em <http://variacaoepreconceitolinguistico1.blogspot.com.br> Acesso em: 10 de abril de 2016.
Compreender as variações a partir do nível fonético/fonológico, morfossintático, lexical.                                                     Material utilizado: vídeos disponíveis no blog:   <http://variacaoepreconceitolinguistico1.blogspot.com.br>. Acesso em 10 de abril de 2016. 
                                                                
Atividade
Pedir para que os alunos individualmente ou em grupos de até três pessoas, produzam histórias em quadrinhos que permitam a reflexão sobre variação e preconceito linguístico.

5° Etapa

Assistir ao filme: Cine Holliúdy. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=fzyfuDVhVcY> Acesso em 16 de abril de 2016.
Assistir ao vídeo: Cine Holliúdy no Jô Soares e discutir a importância do valor semântico da palavra a partir do contexto real de uso. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=aznhR7VFosI> Acesso em: 16 de março de 2016.

Atividade

Pedir para que os alunos anotem as frases das personagens da maneira que está sendo dita no texto/filme  para posterior análise.
Analisar com os alunos todas as frases anotadas e compreender em que nível esta variação encontra-se: fonético/fonológico, morfossintático e entre outros.

Atividade Final

Solicitar um texto argumentativo para que os alunos possam argumentar a respeito do que aprenderam.

REFERÊNCIAS


BRASIL, MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1997.

Soares. M. Linguagem e escola: uma perspectiva social. 17aed. São Paulo: Ed. Ática, 2002, 95 p.
BAGNO, M. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo:  Afiliada, 2007.

BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora?: Sociolinguística e educação. São Paulo. Parábola, 2005.